Mostrando postagens com marcador Povos de Elgalor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Povos de Elgalor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Elgalor D20: Bardos Anões

Saudações, guerreiros da Luz.

Os mais velhos aqui se recordam que antigamente, nos anos do AD&D, apenas humanos e meio-elfos podiam ser bardos. Apesar de ter grande respeito pelas tradições e ser um ferrenho defensor da ideia de que devemos adicionar limites e restrições no RPG para termos uma boa experiência, essa restrição em particular sempre me pareceu estranha porque em tese, todas as raças possuem tradições ricas em música e história, e portanto, todas de algum modo deveriam ter bardos renomados.

A restrição foi removida em D&D 3ª Edição, de modo que dali em diante, todas as raças poderiam ter bardos, mesmo que algumas fossem mais aptas a isso do que outras. No caso dos anões, sempre achei uma classe com grande potencial por conta das características culturais da raça. Anões são excelentes historiadores e exploradores e possuem um amor quase fanático por suas heranças e tradições. Além disso, mantêm uma forte cultura militar e pouquíssimos conjuradores arcanos, de modo que “bardos da guerra” (escaldos) anões também são uma figura que faz muito sentido.

No entanto, a concepção do bardo em D&D 3ª Edição foi focada no aspecto mais característico da classe: O músico galanteador, o espião com língua afiada e o artista que aprecia fortemente sua liberdade. Não há nada de errado nesse estereótipo, mas ele definitivamente não se enquadra bem no arquétipo de um bardo anão. Por essa razão, fiz algumas modificações leves para a inserção de bardos anões em Elgalor que fizessem sentido, levando em consideração as seguintes premissas:

- Anões gostam de cantar sobre suas lendas antigas e batalhas. Essas canções podem ser alegres e estimulantes, ou épicas e reflexivas, abordando diferentes facetas da cultura da raça.

- Anões sentem forte necessidade de registrar sua história e passa-la às novas gerações.

- Anões apreciam belas obras de arte (escritas, esculpidas ou desenhadas) contanto que atendam a seus altos padrões de qualidade e predileções.

- Anões vivem a arte da guerra de forma que ela involuntariamente molda muitos aspectos de sua vida, valores e sociedades. Assim, um bardo anão deve ser capaz de acompanhar um guerreiro em combate, assim como os clérigos da raça o fazem.

Tendo isso em mente, e com o objetivo de ter uma adequação o mais simples possível, chegamos ao seguinte:

BARDOS ANÕES EM D&D 3.5

- Podem ter tendência Leal

- Dado de Vida: d8

- Pontos de Perícia por nível: 4+ modificador de Inteligência (anões são mais conhecidos como grandes especialistas do que grandes generalistas)

- Bases de Resistências Altas: Fortitude e Vontade

- Proficiência com Armas e Armaduras: O bardo anão é proficiente com todos os tipos de martelos, picaretas e machados. Ele recebe proficiência também com Armaduras Médias, podendo conjurar magias arcanas as utilizando sem sofrer penalidade de falha arcana.

- Habilidade Especial: Benção do Deus da Guerra*: No 1º nível, o bardo recebe o poder concedido e magias adicionais do Domínio da Guerra, assim como um clérigo que sirva um deus que possui esse domínio. No entanto, o bardo anão recebe as magias conhecidas apenas até o 6º nível de magias.

* Nas descrições de Clangeddin Silverbeard, o deus da guerra dos anões, há muitas menções ao fato dele gostar de entoar canções de batalha enquanto luta. Isso evidentemente não o torna um bardo, mas reforça a ideia de que é uma forte inspiração para os escaldos da raça

 

 OBSERVAÇÃO: Quem desejar ir além, há um excelente bardo variante neste PORTAL.


BARDOS ANÕES EM D&D 5

Em D&D 5e, os bardos anões quase sempre escolhem o caminho do Escaldo (Colégio do Valor). Como a classe nessa edição é bem mais poderosa do que na anterior, são necessárias menos modificações:

- Resistências: Constituição e Carisma.

- Perícias: O bardo anão estolhe 2 (não 3) perícias de classe.

- Proficiência com Armaduras: Armaduras leves e escudos

Colégio do Valor

- Benção do Deus da Guerra: No 3º nível, quando o bardo anão usa a ação de ataque, ele pode utilizar sua ação bônus para desferir um ataque adicional. Ele pode usar essa habilidade um número de vezes igual a seu modificador de Carisma, e recupera todos os usos perdidos após um descanso longo. Além disso, pode escolher como Magias de Bardo as magias adicionais concedidas pelo Domínio da Guerra.

 

Por fim, compartilho aqui dois excelentes exemplos de músicas anãs (uma para ocasiões festivas e outra lembrando os custos de uma batalha vencida), compostas pelos extremamente talentosos bardos anões do grupo Wind Rose:

 
 
 

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Elin Elenath e a filosofia dos altos elfos sobre magia arcana

Saudações, guerreiros da Luz

Muitas são as raças inteligentes que utilizam, de diversas formas, a magia arcana. Mas é seguro dizer que nenhuma tem um conhecimento tão íntimo e profundo das artes arcanas quanto os Altos Elfos ou Elfos Dourados. Compartilho aqui os nove pilares do Elin Elenath,  um extenso tratado ético-moral escrito eras atrás por Elenya Shaueril, falecida esposa do arquimago Thingol Shaueril, Alto Rei de Sindhar e monarca de todos os elfos. O Elin Elenath rege a formação dos magos élficos de Sindhar desde o início de seus estudos, e seus nove pilares tratam os seguintes tópicos:

1) A magia é uma força criadora, que permeia toda a existência. Chamamos de mago aquele que é capaz de canalizar esta energia de forma harmônica, e de tolo aquele que se diz capaz de controlar tal poder.

2) A magia é uma arte, não um animal selvagem a ser domesticado; é preciso senti-la ao redor a cada respiração dada, para depois começar a realmente entender seu significado. Isto, sem sombra de dúvida, é o trabalho de uma vida inteira.

3) Desde tempos imemoriais, aqueles que tentam curvar a magia a suas vontades mesquinhas são, cedo ou tarde, subjugados por ela e invariavelmente destruídos. A magia pode ser aprendida, mas nunca dominada à força.

4) Ao contrário do que muitos dizem, a magia não corrompe o coração de um homem; o que corrompe e destrói um homem é sua sede de poder e seus delírios de grandeza.

5) A relação de uma mago com sua magia é a mesma do druida com a natureza; não há mestre e servo nesta relação. Apenas partes de um mesmo todo.

6) Prolongar a própria vida de maneira antinatural por meio de magias necromânticas é um ato hediondo que merece ser severamente punido. A magia deve ser usada para servir a um bem maior, e nunca para suprir desejos mesquinhos.

7) Não despreze aqueles que desconfiam ou odeiam a magia que não vêm dos Deuses; estes são apenas tolos desinformados. Guarde seu rancor para os autoproclamados “mestres arcanos” que usam a magia de forma vil e irresponsável, aumentando este preconceito.

8) O aprendizado da magia é como uma estrada longa e árdua. O verdadeiro mago compreende isto, e não perde seu tempo procurando atalhos, que se mostrarão sempre ilusórios e inúteis antes do fim.

9) O verdadeiro mago busca conhecimento, e não poder. A aquisição do poder é uma consequência da busca pela essência da magia, nunca a causa da mesma.

Que os ventos da sabedoria e conhecimento iluminem seus caminhos.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Darakar e os Sete Clãs dos Anões

Saudações, guerreiros da Luz!

O Grande Reino de Darakar situa-se em uma cordilheira na porção norte de Elgalor, abrangendo sete grandes montanhas e algumas colinas menores. Segundo os registros anões, Darakar tem mais de 4000 anos de idade, sendo um dos mais antigos reinos de Elgalor, perdendo apenas para Sindhar, o reino dos altos elfos. Darakar possui vastas reservas naturais de ferro e mitral, e abriga aproximadamente 70.000 anões.

O reino mantém boas relações diplomáticas e comerciais com o reino humano de Eredhon, com o reino élfico de Sírhion e com algumas tribos bárbaras do extremo norte. É de conhecimento geral em Elgalor que Darakar é um reino virtualmente impossível de ser invadido, pois a própria disposição e formação geológica das montanhas já tornam o reino uma fortaleza natural. Além disso, o reino possui um fortíssimo aspecto militar, é protegida pelos Sete Portões dos Antigos e todas as cidades, sem exceção, podem se transformar em poucas horas em verdadeiros fortes e máquinas de guerra.

Os Sete Portões dos Antigos são feitos de uma liga secreta que mescla aço, mitral e adamantine, tornando-os virtualmente indestrutíveis. Além do poder físico, os portões foram encantados e abençoados pelo alto clero de Moradin, tornando-os imunes a ataques mágicos e fazendo com que seja impossível para inimigos se teletransportar para dentro do reino. Contam as lendas que enquanto o rei dos anões for justo e honrado, aqueles portões jamais se quebrarão.

Darakar está em um território extremamente hostil; a oeste, existem diversos clãs de gigantes do gelo. Ao norte, ficam as Montanhas do Sangue, dominadas há séculos por dragões vermelhos, e a leste, as Florestas do Crânio, infestadas por milhares de orcs, que recentemente se organizaram sob a bandeira de um novo chefe de guerra. Contudo, o reino conta com aliados poderosos também, dentre os quais se destacam os Cavaleiros Brancos de Eredhon, os guerreiros de Sírhion e dragões de prata que vivem nas montanhas próximas ao reino.

Altamente ligado às tradições guerreiras e aos ensinamentos de seus ancestrais, o povo de Darakar possui uma cultura que mescla valores de honra, lealdade ao clã e coragem. É interessante notar que em Darakar não se trabalha com contratos escritos, mesmo o reino sendo extremamente ordeiro e organizado. Todos os acordos são feitos por meio da palavra. Todos os anões, homens e mulheres, quando completam 30 anos, alistam-se no exército real e servem durante 10 anos. Apesar de todos receberem um considerável treinamento em combate, o serviço como soldado não é obrigatório; muitos atuam como curandeiros, clérigos, armeiros e rastreadores também.


OS SETE CLÃS DOS ANÕES

Darakar é formada pela união dos Sete Grandes Clãs, que possuem fortalezas e pequenos reinos espalhados por toda Elgalor.


Machado do Trovão:
Maior clã, com forte tradição militar. A este clã pertence o rei Balderk (guerreiro nível 23, LB), Grande Rei dos Anões e também aclamado como o maior guerreiro de toda Elgalor.

Escudo de Ferro: Clã de exímios forjadores de armas e armaduras, responsáveis pela construção dos Sete Portões dos Antigos.

Martelo de Mitral: Clã de sábios que incorpora com grande determinação os ensinamentos do Pai dos Anões, treinando todos os clérigos do reino. Além de poderosos clérigos, os anões do clã atuam como professores e historiadores também.

Machado de Prata: Clã formado por anões das colinas, poderosos guerreiros bárbaros que treinam os melhores rastreadores e caçadores de licantropos do reino.

Senhores da Pedra: Clã formado por talentosos e experientes escultores e construtores, que deram forma a todos os Salões de Darakar.

Escudos Sagrados: Clã formado pelos clérigos-guerreiros de Darakar. Apesar de serem confundidos como Paladinos fora do reino, eles são na verdade templários da Igreja de Moradin, e contam em suas fileiras com alguns dos maiores guerreiros da raça anã.

Leões de Ferro: Clã formado por exímios caçadores de gigantes e dragões, que garantiram durante séculos as fronteiras de Darakar, mantendo seus inimigos relativamente afastados.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Reinos Élficos de Elgalor

Saudações, guerreiros da Luz!

Vos trago aqui mais algumas informações sobre os mais antigos e altivos habitantes de Elgalor, os elfos.

Para muitos povos, os elfos são conhecidos como mestres da magia arcana, além de serem os melhores rastreadores, arqueiros e espadachins de todos os reinos. Isto, apesar de estar baseado em fatos concretos, não é totalmente verdade. Todos os elfos (exceto os negros) possuem grande ligação com a natureza e apreciam as artes, conhecimento e música, mas em Elgalor existem quatro principais povos élficos, e cada um deles apresenta maestria em uma área distinta, de acordo com sua cultura e valores: 

ALTOS ELFOS DE SINDHAR: Também chamados de “elfos da luz”, os altos elfos ergueram o poderoso reino de Sindhar, o maior de todos os reinos élficos. Os altos elfos possuem cabelos dourados ou cor de prata, pele clara e olhos azuis ou verdes. Cultos e nobres, são grandes mestres das artes arcanas, e extremamente orgulhosos da história sua raça, sendo que muitas vezes apresentam comportamento arrogante e presunçoso. Isolacionistas por natureza, evitam ao máximo o contato com outras raças, especialmente humanos, mas lutam avidamente por todos os elfos. O atual rei dos altos elfos é Thingol Shaeruil (Leal e Neutro, Mago 23), o mais poderoso mago de toda Elgalor, um homem nobre e honrado, muito respeitado por seu povo, e considerado o Grande Rei de todos os elfos. Apesar de ser tido como arrogante e excêntrico especialmente por humanos e anões, Thingol é amado e admirado por seu povo, e muitos o veem como o modelo daquilo que um “verdadeiro elfo” deve ser.

CLASSES MAIS COMUNS: Mago (especialização em qualquer escola, exceto necromancia, que é proibida), Bardo e Ranger.

  

ELFOS DE PRATA DE SÍRHION: Conhecidos também como “elfos da espada”, estes elfos fundaram o reino de Sírhion, e são mestres no uso da espada, considerados guerreiros lendários entre os povos élficos. Seus cabelos são castanhos ou negros, e seus olhos variam do verde ao negro. Ao contrário dos altos elfos, os elfos de prata não são isolacionistas, e apesar de não residirem em comunidades humanas, sempre lutam ao lado de humanos e anões que considerem dignos e honrados. De todos os elfos, eles são os que mais se envolvem com os assuntos do mundo, e naturalmente, quase todos os meio elfos de Elgalor possuem sangue de elfos de prata. O atual rei dos elfos de prata é Coran Bhael  (Leal e Bom, Guerreiro 21), um mestre de armas e general extremamente habilidoso, conhecido por sua bondade e senso de justiça. Bhael é membro de uma ordem secreta de guerreiros élficos conhecida como As Dez Espadas de Corellon, e é considerado o mais poderoso guerreiro élfico de toda Elgalor.

CLASSES MAIS COMUNS: Guerreiro, Paladino (chamado de Cavaleiro do Templo de Prata) e Clérigo.

 

ELFOS SILVESTRES DE ELVANNA: Chamados de “elfos silvestres”, os elfos de Elvanna habitam as florestas frias ao norte de Elgalor atuando como seus altivos e implacáveis guardiões. Seus cabelos são geralmente prateados, castanhos ou cor de cobre, e seus olhos normalmente verdes. Seu maior reino, a Floresta Sagrada de Elvanna, é guardada por hábeis rangers e poderosos druidas, que possuem um pacto ancestral com criaturas como entes, unicórnios e celestiais guardinais. Seu líder é o arqui-druida Galeon Soren (Neutro e Bom, Druida 23), um dos fundadores do Círculo do Unicórnio de Prata, o maior círculo druídico élfico de Elgalor. Semelhante a Coran Bhael, Galeon busca cuidar dos interesses de seu povo ao mesmo tempo que tenta manter boas relações com outras raças que julga dignas de confiança. Entre os elfos de Elvanna,  Galeon é conhecido por sua grande sabedoria poderes de premonição.

CLASSES MAIS COMUNS: Druida, Ranger e Bardos.

 

ELFOS NEGROS DE FIRDETH: conhecidos também como “elfos das sombras”, eles representam a ramificação maligna da raça élfica. De pele cor de alabastro e olhos e cabelos lisos e claros, os elfos negros são em geral assassinos cruéis e impiedosos, e já travaram diversas guerras contra seus primos da superfície, especialmente contra os reinos de Sindhar e Sírhion. Seu principal reino chama-se Firdeth (escuridão eterna), e é governado pela cruel rainha Syth Maeraii (Caótica Má, Clériga 21 ). Syth foi derrotada por Thingol cerca de 200 anos atrás em um combate singular do qual por muito pouco conseguiu escapar com vida, e desde então se manteve reclusa em Firdeth aguardando pela oportunidade certa de se vingar. Pouquíssimos elfos negros abandonam o caminho da escuridão, e quando o fazem, normalmente são caçados e mortos por seus “irmãos”. Orgulhosos e xenófobos, os elfos negros sentem verdadeiro desprezo pelos povos da superfície, e como forma de consolidar seu poder, engendraram ao longo dos últimos dois milênios diversas alianças com seres abissais e infernais.

CLASSES MAIS COMUNS: Clérigo (apenas para mulheres), Mago e Ladino.


sábado, 12 de agosto de 2023

Meio Elfos, os Filhos das Fadas

“Dizem que os meio elfos sempre vivem um dilema por não saberem qual é o seu lugar, mas isso não é verdade. Aprendemos mais cedo do que nossos irmãos élficos e de forma mais duradoura do que nosso irmãos humanos que nosso lugar é onde nosso coração está”

- Astreya, a Estrela do Alvorecer

Saudações, guerreiros da Luz!

Em Elgalor, os meio elfos formam uma raça de seres realmente únicos, que combinam a paciência e espírito nobre dos elfos com a força de vontade e determinação dos humanos. Fisicamente, eles são ágeis, mas ainda apresentam o porte dos humanos, sendo mais altos e vigorosos do que os elfos, mas suas feições lembram muito mais os elfos do que os humanos. Eles possuem orelhas levemente pontiagudas, e seus olhos e cabelos apresentam as mesmas colorações vistas nos elfos. Eles atingem a maturidade aos 30 anos e podem viver até cerca de 400 anos.

Os meio elfos geralmente formam cidades ou até mesmo fortalezas próximas ou dentro de grandes florestas, de forma semelhante aos elfos. Eles recebem bem em seus lares humanos, elfos e membros de várias outras raças que se mostrem dignos ou não malignos, pois, assim como os meio orcs, os meio elfos raramente julgam alguém pela aparência. Contudo, dificilmente eles vivem por muito tempo em comunidades humanas ou mesmo élficas. Em alguns reinos humanos, principalmente onde a tradição druídica é forte, meio elfos são considerados seres abençoados, e frequentemente chamados de Filhos das Fadas.

Meio elfos possuem um grande amor pela natureza e pela magia extraída dela, o que geralmente os afasta de grandes centros e cidades humanas. E como seu tempo de aprendizagem é muito diferente do dos elfos, eles normalmente não residem em comunidades élficas também. Por conta disso, muitos meio elfos adultos se unem e formam comunidades próprias, enquanto outros vagam pelos reinos como mercenários, guardiães ou aventureiros.

Por conta da junção entre a grande afinidade física e espiritual com a natureza e a vontade ferrenha dos humanos, os meio elfos tornaram-se implacáveis rangers, que protegem vigorosamente suas terras e seus vizinhos contra criaturas malignas. E graças a esta herança mista, os meio elfos desenvolveram técnicas de rastreamento e combate por vezes superiores às dos próprios elfos. Em Elgalor, os meio elfos são conhecidos em muitos reinos como os maiores rangers do mundo, tanto que não é raro que humanos, meio orcs, e até mesmo elfos procurem meio elfos para receber treinamento nesta área.

Como os meio elfos apresentam forte afinidade com a magia também, muitos são druidas, clérigos de divindades da natureza, feiticeiros e bardos. De forma geral (não absoluta), os homens da raça geralmente são rangers e guerreiros, enquanto as mulheres, que possuem uma afinidade maior com a magia, são bardas e feiticeiras. Clérigos e druidas são normalmente encontrados de forma igual entre os dois gêneros da raça.

Em relação à tendência e inclinação moral, os meio elfos de Elgalor normalmente tendem para alinhamentos bons. Eles possuem uma grande reverência e respeito pelo mundo natural, e como os elfos de Elgalor, possuem forte inclinação para o bem. Sua herança humana faz com que eles busquem mais enfaticamente seus objetivos, enquanto sua experiência de vida como indivíduos “diferentes” (como ocorre com os meio orcs) os ensinou a valorosa lição do equilíbrio em seus julgamentos e atitudes, o que evita neles comportamentos fervorosos, tanto para o caos quanto para a ordem. Meio elfos geralmente seguem divindades boas relacionadas à natureza e à caça, e não raro, o panteão élfico.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Meio Orcs, a Fúria em forma Primal

"Humanos tendem a se orgulhar de serem "civilizados" comparados a nós, se julgando, portanto, superiores. Diante disso, o que podemos fazer além de rir? De rir muito? O homem civilizado, em sua vida de conforto, é fraco, lento, não resiste à fome ou ao frio. Nós, por outro lado, abraçamos o frio e a fome. Abraçamos a necessidade de caçar e lutar para sobreviver. E nisso, nos tornamos verdadeiramente fortes. Muito mais do que qualquer humano jamais sonharia em ser”.

- Uragon Presa de Osso, Chefe do Clã Leão Branco

Saudações, guerreiros da Luz!

Em Elgalor, os meio orcs vivem em sociedades tribais com seus próprios valores e cultura. Ao contrário do que ocorre em outras ambientações, eles não vivem à margem de sociedades humanas; eles formam um povo orgulhoso de valores tribais e cultura xamanista. Os meio orcs valorizam a honra pessoal acima de tudo em suas vidas; para eles, este conceito é na verdade a essência de suas vidas. Para um meio orc, sua honra é infinitamente mais valiosa do que sua vida. Em condições normais, se um meio orc precisar escolher entre morrer com honra e fugir para poupar a própria vida, ele escolhe a primeira opção, e com um sorriso no rosto.

Outro conceito muito valorizado pelos meio orcs é a força. Não apenas a força física, mas também a força espiritual. xamã e sábios são extremamente respeitados dentro da sociedade tribal dos meio orcs, e os guerreiros somente são considerados homens ou mulheres aos olhos seus clãs quando demonstram possuir corpos e espíritos verdadeiramente fortes. Isto normalmente é medido dentro do campo de batalha, mas em tempos de paz, são feitos diversos ritos de passagem onde os jovens são rigorosamente testados, para então serem considerados homens e mulheres meio orcs.

Quando uma criança nasce, é feita uma grande cerimônia que envolve toda a tribo. A mãe a carrega no colo o bebê e entra em um pequeno riacho ou lago, onde o pai da criança está à espera. Ali, a mãe entrega o bebê ao pai, e o pai ergue a criança aos céus, clamando aquele como seu filho ou filha, e pede pela benção de todo o clã. Após isso, o chefe de guerra da tribo segura o bebê e grita aos quatro ventos que aquela criança está, a partir daquele momento, sob a proteção de todos os membros daquela tribo. Depois, o xamã mais velho pega a criança e a ergue novamente no alto, pedindo pela proteção dos espíritos e de todos os ancestrais do recém nascido. Por fim, o xamã abençoa a criança e a entrega de volta a sua mãe.

Outras características da cultura dos meio orcs:

• Meio orcs se preocupam com a sobrevivência e a dignidade, mas ignoram a estética ou valores artísticos.

• Meio orcs prestam grande reverência aos seus sábios e a seus ancestrais. Para eles, seus sábios são ainda mais valiosos do que seus guerreiros.

• Meio orcs não se desculpam por erros cometidos e nunca esperam desculpas de ninguém. Para eles, o que realmente vale são as ações da pessoa no presente. O arrependimento para um meio orc deve sempre ser demonstrado através de ações, e não de palavras.

• Meio orcs valorizam muito mais a honra do que a esperteza em todos os aspectos de suas vidas.

• Meio orcs reservam a si mesmos e a todos os seus companheiros o chamado “direito da retribuição”. Segundo este princípio, todo homem honrado tem o direito de se vingar de injustiças que lhe foram cometidas não importando as circunstâncias ou consequências pessoais que isso lhe traga. O direito da vingança é sagrado para os meio orcs.

Anões, os Senhores da Guerra

“Força por números é caótica, desorganizada e frágil. Um pequeno batalhão bem treinado e disciplinado pode facilmente destroçar um exército inimigo cinco vezes maior. A verdadeira força está na disciplina, convicção e irmandade. Como meu povo já provou. Como nossos inimigos já sentiram. Sim, somos um povo teimoso e orgulhoso. Porém, acima de tudo, somos um povo forjado para a guerra.”

- Balderk I, Grande Rei dos anões.

Saudações, guerreiros da Luz!

Como é de conhecimento comum, os anões são um povo honrado e vigoroso, que se sobressai na arte da forja e da guerra. Trago aqui um pouco sobre a filosofia de guerra destes senhores da forja e do aço. Que os sábios princípios deste bravo e nobre povo auxilie a ti e a teus irmãos de armas no campo de batalha.

1) Conheça teu real poder, e o de vossos irmãos de armas: Um guerreiro treinado é totalmente confiante. Contudo, a confiança verdadeira jamais surge de ilusões de superioridade ou da ignorância. Ela advém do conhecimento profundo sobre aquilo que pode e aquilo que não pode fazer. Quando um grupo de guerreiros adquire isso, eles podem começar a se considerar uma equipe. Quando desenvolvem isso ao longo de décadas de batalhas, criam um laço inquebrável. Nisso, podem se chamar de anões.

2) Conheça vossos inimigos: Na maioria das vezes, é possível conhecer a fundo contra o que se está lutando. Meu povo mantém há milênios registros detalhados sobre gigantes, orcs e até goblins, e este conhecimento é totalmente incorporado tanto no treinamento de nossos guerreiros quanto em nossas táticas de guerra. Estude. Conhecimento bem aplicado pode ser mais poderoso do que mil lanças.

3) Gaste recursos, não soldados: Espadas, machados, flechas e escudos são facilmente substituídos; a vida de um bom guerreiro não. É preferível gastar mil flechas e perder mil escudos para matar um único gigante do que perder um irmão de armas.

4) Lute com um propósito unificado: Quando todos deixam de lado sua individualidade, e se unem em prol de um propósito maior, uma força avassaladora é produzida. Dois guerreiros anões lutando separadamente são capazes de matar vinte orcs, mas lutando juntos, os mesmos dois guerreiros matarão seguramente mais de cinqüenta orcs.

5) Combata em unidades pequenas e bem treinadas: Um grupo pequeno de guerreiros bem treinados e bem equipados é muito mais eficiente do que uma massa de soldados correndo e gritando, que será rapidamente destroçada por flechas ou magias. Como já foi dito antes, dez guerreiros disciplinados lutando juntos serão muito superiores a cem soldados dispersos no campo de batalha. Sozinhos, somos uma rocha. Juntos, somos uma montanha.

6) Esteja sempre pronto para lutar: A vigília constante é um preço pequeno a se pagar pela liberdade e pelas vidas de nossas famílias. E nada, absulutamente nada, é mais importante do que a família. Deves sempre estar com as armas e armaduras prontas, com teu corpo bem treinado e teu espírito forte e resoluto. Sempre.

7) Destrua os inimigos mais fortes primeiro: Abata sempre os líderes e inimigos mais fortes antes. Com isso, os mais fracos perderão o foco e muitos podem simplesmente fugir. Com os ogros mortos, os orcs dispersarão e os goblins fugirão.

8) Lute e viva como um verdadeiro guerreiro: Combata com honra, dignidade e disciplina. Honre teu clã e teus ancestrais no campo de batalha. Que teu escudo proteja ferozmente teus irmãos, e que teu machado destrua implacavelmente teus inimigos.

Elfos, os mestres da espada e da magia

“ Ao longo das eras, nós já travamos mais batalhas e vimos mais maravilhas e horrores do que vocês humanos serão capazes de compreender em suas vidas intensas, porém extremamente curtas. Somos os mestres da magia. Somos guerreiros lendários. Somos os caçadores supremos. Ainda assim, jamais curvamos ninguém à nossa vontade, e tratamos como irmãos mais novos todos aqueles que vivem em paz. Ao contrário de vocês humanos, nós sabemos que o fato de algo poder ser feito não significa que isto deva ser feito. Vocês se julgam mestres daquilo que conquistam, mas, como nós, são apenas uma pequena parte de toda criação. Quando forem capazes de compreender minhas palavras, receber-vos-ei. Até lá, fiquem longe de meu reino e de meu povo.”

Thingol Shaueril, o Austero, Grande Rei dos Altos Elfos

Saudações, guerreiros da Luz!

Os nobres e altivos elfos possuem uma cultura milenar, e os tomos que contam sua história superam em tamanho até aqueles que registram as sagas dos anões. Trago aqui um pouco da filosofia de vida desse sábio e antigo povo.

1) Respeites tudo aquilo que vive em harmonia: Se és superior a outro ser, tua obrigação é protegê-lo, não dominá-lo. Aquele que é realmente superior tem o ímpeto de cuidar e guiar. Apenas o tolo inseguro sente a necessidade de curvar algo à sua vontade.

2) A magia é uma arte, não um caminho de busca por poder: A magia arcana deve ser aprendida e controlada com extrema cautela e sabedoria. Deve ser tratada com respeito e apreço. O mago que compreende e controla sua magia se torna poderoso, mas aquele que cede a fúteis desejos de poder se torna um instrumento de sua magia, e é inevitavelmente aniquilado por ela.

3) Vivas de acordo com tua consciência: Rígidos códigos de conduta podem servir para guiar a vida de uma anão ou de alguns humanos. Nós, contudo, devemos seguir com confiança aquilo que está em nossos corações. Um elfo adulto sabe que deve sempre fazer aquilo que for correto, e não mais conveniente, por isso, deve criar e seguir sem medo seu próprio código moral. Isso o torna mais livre e mais responsável por suas ações.

4) Nunca deixes de apreciar aquilo que é belo: Beleza genuína não está em aparências, mas sim na essência das coisas: Uma bela canção, uma boa história, a majestade da natureza, um belo movimento com a espada... Saiba apreciar e valorizar estes momentos, pois nas horas mais escuras, são eles que vos guiarão de volta á luz.

5) Domine o arco, a espada, a música e a magia: Seja um guerreiro completo. Seja uma pessoa completa. De fato, um nível razoável de maestria em cada uma destas artes pode levar décadas, mas esta é uma estrada que vale a pena seguir. Lembre-se, contudo, que, durante esta caminhada, deves empregar com sabedoria e compaixão tudo aquilo que fores capaz de aprender.

6) Destrua de maneira rápida e limpa vossos inimigos: Orcs e Elfos Negros merecem a erradicação, pelas simples “virtudes” que representam. Todavia, jamais nos rebaixemos a torturar ou fazer acordos com esta corja. Que eles sejam despachados para o inferno com um golpe rápido de espada, com uma flecha certeira ou com uma magia que destrua até suas cinzas repulsivas.

7) Respeite vossos aliados: Não é segredo que nosso povo têm grandes desavenças com os anões. Contudo, eles sempre se mostraram aliados leais e poderosos na guerra. Em raras ocasiões, o mesmo ocorreu com humanos. Assim sendo, honre nossas alianças. Se elas forem quebradas ou desrespeitadas, que jamais seja por nós.