Raça: Anão
Alinhamento: Leal e Bom
Hargor é um clérigo guerreiro veterano de muitas batalhas, oriundo de um dos Sete Grandes Clãs dos anões, o clã Martelo de Mitral. Apesar de não ser um clã conhecido por exercer liderança direta em termos políticos ou militares, ele é extremamente respeitado por ser um clã extremamente religioso e devoto a Moradin, e por produzir os melhores ferreiros da raça. Quando jovem, ele serviu por vinte anos no exército de Darakar, o Grande Reino dos Anões, como um Martelo de Moradin (forma como clérigos de batalha são chamados nessa cultura). Todos esses anos de treino e serviço moldaram Hargor em um soldado extremamente disciplinado e com uma vontade de ferro, virtudes que ele empregava orgulhosamente a serviço de seu clã, seu povo e seu rei. Sábio e pragmático, Hargor atingiu o posto de major no exército e fora de tempos de guerra, era alocado para o treinamento de recrutas, como pede a tradição da raça, que estabelece que os primeiros anos de formação do soldado sejam supervisionados por um clérigo da batalha).
Como a maioria
dos anões, Hargor personifica os valores da honra, tradição e lealdade. Mas
apesar de estoico e exigente, ele é dotado de grande paciência e principalmente empatia por
aqueles que buscam se tornar melhores por meio do esforço e disciplina. Isso o
tornou um professor bastante eficiente durante o serviço militar, mas foi o
fator decisivo para que, durante crises maiores que pediam pela aliança com
outros povos, o rei Balderk o convocasse como representante da raça.
Foi dessa forma
que quando o Senhor dos Ventos foi até cada rei de Elgalor pedindo por um
representante para lidar com uma grande sombra que ameaçava cobrir o mundo,
Hargor Martelo de Mitral foi escolhido para representar os anões em um grupo
composto por membros de todas as raças dos chamados Povos Livres.
Nos anos em que lutou ao lado de seus companheiros Astreya (barda meio elfa), Aramil (mago elfo dourado), Oyama (monge humano), Erol (ranger alfo dourado), Bulma (bárbara meio orc) e Siegfried (cavaleiro humano), Hargor era considerado a rocha moral e figura de referência do grupo em casos que pediam tanto por sabedoria quanto pensamento estratégico. Apesar de severo e rígido em relação a tudo que considerava leviano e nocivo (incluindo indisciplina), ele demonstrava preocupação genuína com a vida e segurança de seus companheiros, da mesma forma que fazia com os recrutas que treinava. Ele tinha imensa dificuldade para lidar com a impulsividade de Bulma e Oyama em situações de batalha e principalmente com o excentricíssimo de Aramil, mas procurava lidar com isso da forma mais calma possível, lembrando a si mesmo que ele não estava lidando com anões.
Seus companheiros reconheciam esse esforço, de modo que todos, com exceção do mago, também tentavam seu máximo para seguir as orientações do clérigo; não para não desagradá-lo ou por temor, mas porque confiavam na sabedoria e discernimento daquele que sempre se lançava junto aos guerreiros na linha de frente, ao mesmo tempo em que curava e protegia a todos até o limite de suas forças. Raramente Hargor falava ao grupo sobre a doutrina de Moradin. Mas em cada uma de suas ações, ele buscava personificar os valores de seu deus; disciplina, coragem, lealdade, justiça e trabalho duro. Tanto que, ao final de sua missão, Oyama, que se tornará um de seus melhores amigos, se converteu a Moradin mesmo sendo um humano, erguendo grande um altar do Pai dos Anões em seu templo de treinamento marcial.
Nota: Este personagem foi um NPC introduzido no jogo porque o grupo realmente precisava de um clérigo já que não havia nenhum entre os personagens jogadores. Sempre tomei o cuidado para não interpretá-lo como "meu personagem", e fiquei surpreso em ver que com o tempo, ele era tratado como se fosse um personagem jogador pelos demais. Tanto que depois dessa campanha, o monge Oyama teve um filho com uma celestial serva de Kord, e fez questão de pedir que Hargor o batizasse no templo de Moradin em Darakar. Mais do que isso, Oyama ainda deu a seu filho o nome de Hargor. Para mim, esse tipo de "legado" que vai sendo construído naturalmente pelos jogadores é o que mais faz o RPG vale à pena e se destacar de outros tipos de jogos.









