segunda-feira, 13 de abril de 2026

Elfos de Prata e os Magos da Espada

Saudações, guerreiros da Luz

Como já vimos em outros pergaminhos nesse espaço, os Elfos de Prata de Sírhion representam a casta guerreira da raça, sendo fortemente inspirados nos primeiros Noldor dos trabalhos do mestre Tolkien. O Caminho da Espada para estes elfos é tão natural quanto o da Magia para os Altos Elfos de Sindhar ou os Caminhos Druídicos para os Elfos Silvestres de Elvanna. Mesmo assim, entre os Elfos de Prata são comuns clérigos, bardos, rangers e até mesmo magos.

Por conta da cultura onde nasceram e treinaram, os chamados Magos da Espada diferem bastante dos magos convencionais, uma vez que recebem treinamento no uso de certas armas, armaduras, estratégia militar e montaria. Como em minha mesa não usamos classes de prestígio, sempre que um ajuste se faz necessário para adequar algo ao mundo de campanha eu trabalhava com uma classe de base e alinhava conceitos de modo que fizesse sentido e não ficasse forte demais. Nesse caso, a proposta era desenvolver um mago que continuava sendo eficiente e incorporasse o lado marcial da cultura dos Elfos de Prata, mas a um custo que fosse ao mesmo tempo real e viável. Entre usar como base a classe mago ou feiticeiro, eu optei pelo mago porque quando criei os Elfos de Prata, uma das premissas básicas foi o fato de serem uma sociedade élfica mais ordeira que valorizava treino e disciplina mais do que talento pessoal.

Semanas atrás, descobri por meio de Gronark a existência em um suplemento oficial do “feiticeiro da guerra”, que seguia uma linha bem parecida. Para quem desejar conhecer esse feiticeiro variante, basta entrar neste PORTAL.  Abaixo, compartilho o Mago da Espada de Elgalor em termos de regras para D&D 3e, que pode ser facilmente adaptado como uma tradição arcana para D&D 5e caso alguém tenha interesse:

 

MAGO DA ESPADA (REGRAS PARA D&D 3e)

Em termos de regras, ele é igual ao Mago padrão do livro do jogador, exceto pelas vantagens e restrições abaixo:

Vantagens

- Dado de Vida: d8

- Usar armas: Além da proficiência regular dos elfos com espada longa, sabre e arcos, o mago da espada sabe também usar a lança longa.

- Usar armaduras: Podem usar armaduras leves e a cota de malha élfica sem penalidade arcana.

- Bônus de base de ataque: 2/3 (igual ao do clérigo)

- Perícias: Cavalgar é uma perícia de classe

- Talentos bônus de mago: Podem ser escolhidos tanto da lista de talentos metamágicos quanto da lista de talentos do Guerreiro.


Restrições

- Raça Permitida: Somente elfos ou meio-elfos, criados em Sírhion

- Magias conhecidas: O Mago da Espada conhece menos magias do que o mago tradicional, e não pode se especializar em nenhuma Escola. No 1º nível, ele precisa escolher 4 escolas de magia, sendo que a Escola Necromântica é considerada proibida. O Mago da Espada pode apenas conjurar magias de pergaminhos, cajados, varinhas, etc pertencentes a Escolas que ele conheça. Normalmente, um Mago da Espada escolhe as Escolas de Abjuração e Evocação e outras duas. Além disso, a partir do 2o nível, o mago da espada aprende uma, e não duas magias a cada novo nível.

4 comentários:

  1. Gronark, o Senhor do "Amor"14 de abril de 2026 às 12:41

    É um tolo ao tentar adaptar regras para um sistema já morto, enterrado e apodrecido, caolho! O “verdadeiro” D&D 2024 já tem tudo para se criar avatares ultra-poderosos para os jogadores. Nesse maravilhoso sistema todos podem ser e fazer o que quiserem, já que um personagem pode explorar, lutar, usar magias e ser o melhor do mundo, já que o RPG agora serve como um “exercício de autoavaliação e de identidade e afirmação de gênero”. Esqueça esse sistema obsoleto e abrace o “amor”, HAHAHAHAHAHA

    Aproveite e também atualize esses elfos para os “verdadeiros” jogadores “modernos” de D&D! Esqueça essas inspirações em obras obsoletas e retrógadas como as de Tolkien, já que “especialistas” nesse autor retrógado já declararam que o Silmarillion não é canônico. Então abandone os noldor e abrace os elfos multi-coloridos e que trocam de sex0 a todo momento do novo D&D. Irei colocar até uma arte aqui para você ver como eles são lindos, já que agora eles possem mais cores que um arco-íris, além de haver elfos gordos, com nanismo, magros e de todas as formas e gêneros, HAHAHAHAHAHA

    https://files.d20.io/images/406044813/AkrkStcFobCQnf4_W2TaOg/original.png?1724182877

    [Ficou interessante a adaptação, mas ainda optaria por usar o sistema de conjuração do battle sorcerer pra frisar a ideia da magia ser algo mais natural para os elfos.

    Na campanha de Greyhawk que jogo nós mudamos os elfos cinzentos para ficarem mais próximos dos noldor, mas com a pele branca e levemente pálida prateada e cabelos escuros e raros com cabelos prateados, e chamamos eles de elfos de prata também, sendo que eles são os elfos mais “comuns” em Flanaess e excelentes guerreiros e magníficos artistas, sem contar que são os elfos mais amistosos com as outras raças.

    Na mesa em que eu jogo, as únicas mudanças que fizemos no battle sorcerer é ele começar no 1º nível com o talento “Magia em Combate” e receber uma “linhagem” para magias e talentos adicionais, além dele ganhar talentos adicionais a cada 5 níveis, que podem ser escolhidos da lista do mago (salvo os talentos exclusivos) e os de feiticeiro e linhagem. Nós aqui usamos a ideia de linhagens para os feiticeiros pra poder ajudar no background do personagem, sem falar que fica interessante os poderes deles terem uma origem.

    Dos feiticeiros que apareceram na nossa campanha que eu me recordo bem eram elfos. A Farleiym, que é a elfa silvestre com sangue de dríade e foi da campanha da Era dos Vermes. O Aramil era um elfo prateado com dons naturais e altamente inconsequente, com muitos filhos meio-elfos por ai. A Eliannar, que era uma alto-elfa e praticamente uma cópia da Lucia dos jogos de Mystara. Os não elfos mais icônicos foram a Rina Linverse que era uma humana oerid/baklun com sangue de elementais do fogo (ela praticamente era um xerox da Lina Inverse do anime Slayers) e que conseguiu matar um dragão vermelho queimado devido as habilidades dela. Teve o Vurgrim Cabelo de Fogo, o slayer feiticeiro piromaníaco que era descendente de uma linhagem “abençoada” por Ladughar e que se sacrificou pra salvar os companheiros e a honra da família. Eu lembro que havia um outro personagem anão que é famoso por ter feiticeiros devido a um segredo sombrio, que praticamente é que para salvar o clã da extinção, os homens tomaram mulheres derro para terem filhos e isso adicionou magia na linhagem deles, mas também uma loucura similar ao dos derro em alguns descendentes que desenvolviam poderes mágicos.]

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tolo demônio, os servos da Verdade jamais se curvarão a suas "atualizações" aberrantes. Os textos sagrados de Tolkien e o nobre trabalho dos criadores de obras como Warhammer Fantasy e Dragonlance sempre serão a base na qual os justos forjarão seus trabalhos e aventuras. Sempre!

      (Deus, o que são esses "elfos"... detalhe especial para o "casal" cuidando do bebê na imagem... não é à toa que o novo D&D atingiu um fundo de poço que nem mesmo D&D 4e chegou perto de atingir.

      Sobre o Mago da Espada, ele funcionou bem nas poucas vezes em que o usamos. Hoje, vendo o conceito do battle sorcerer, eu teria usado o feiticeiro como base, trabalhando a ideia de que aqueles que nasceram com o dom inato da magia adaptaram isso à cultura marcial de onde nasceram. Eu teria feito algumas leves alterações, como vocês fizeram, e ela realmente funcionaria bem. Até porque Sindhar seria o "reino dos magos", e Sírhion produziria os "feiticeiros da guerra". Admito que ficaria bem melhor tematicamente falando. Na época, por alguma razão, isso não me ocorreu e fiquei focado no desenvolvimento por meio de esforço, mas faz muito mais sentido.

      Como você bem lembrou com os personagens de sua mesa, o feiticeiro realmente combina mais com elfos. Achei interessante o exemplo de Eliannar, porque Lucia de Mystara e Deedlit de Lodoss seguem bem esse arquétipo e funcionam muito bem. E julgando pelos outros exemplos que deu aqui, mesmo entre não elfos, sua mesa produziu ótimos feiticeiros. Na minha, o único feiticeiro PJ realmente memorável foi Artanis, mas tivemos vários realmente divertidos).

      Excluir
  2. Gostei muito de sua adaptação Grande Odin, principalmente do nome "Mago da Espada". Eu gosto bastante da 3E, é minha favorita e esse tipo de material me agrada. Uma classe que nunca me desceu foi o feiticeiro (o bruxo da 5E também). Entre o feiticeiro de guerra e seu mago da espada, ficaria com o mago da espada sem pestanejar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve, nobre Sonhador!

      Fico feliz que tenha gostado. Confesso que hoje, olhando a questão pela ótica de que o feiticeiro possui uma magia inata que combina muito bem com elfos, reflito se minha escolha em usar o mago como base foi a mais apropriada. Ela serviu bem a meu propósito de reforçar a ideia de uma cultura que preza pela técnica e treinamento, mas fico pensando como seria se eu tivesse trabalhado a questão por outro lado, elfos que nascem com a habilidade de conjurar magias e adaptam isso ao caminho da espada. Pensando com mais calma agora, depois de ler seu comentário, penso que os dois caminhos seriam válidos dentro do contexto que estabeleci na ambientação; eu gosto muito do conceito "Deedlit" de elfos espadachins com habilidades mágicas inatas, mas acho que para o meu cenário, por conta da característica daquele reino élfico em específico, o mago realmente seria uma opção um pouco melhor do que o feiticeiro.

      Se eu fosse fazer um personagem no estilo, também optaria por um mago da espada ao invés do feiticeiro da guerra, porque gosto da ideia de se aliar disciplina marcial com disciplina nos estudos. E concordo plenamente com você sobre o Bruxo. Essa classe nunca deveria ter sido ofertada como uma opção para "heróis".

      Excluir